A pedra de Roseta
A pedra de Roseta foi desenterrada em 1799 na cidade de Rachid (Egito), que os franceses convencionaram chamar de Roseta, e hoje está exposta no British Museum. A pedra possui três camadas textuais (hieróglifo, demótico e grego) e impôs aos pesquisadores um trabalho tanto de decifração como de tradução. Thomas Young entendeu em 1814 que as três faixas de texto não correspondem exatamente a 3 línguas, porque que hieróglifos (desenhos elaborados) e demótico (equivalente a uma estenografia dos hieróglifos) não referiam a línguas diferentes, mas a diferentes sistemas de notação. Dez anos depois, Jean-François Champollion publicou uma gramática do egípcio. No final, decifrar a pedra de Roseta (com a ajuda de muitos outros textos) significou desenterrar uma língua do esquecimento. Então, mais que decifração e tradução, a pedra de Roseta simboliza um movimento das línguas naturais.
A nova Revista Roseta
Na Roseta, entendemos que popularização é mais que tradução – e nesse sentido, a nova identidade visual é mais adequada: é uma vontade de comunicar com pessoas que não sejam da Linguística sobre o que o/a linguista considera importante que o público mantenha no radar. Na popularização, quem pesquisa em Linguística pode ser criativo em sua comunicação!
Navegando nessa inspiração, a nova identidade visual da Revista Roseta dá margem para várias interpretações. A nova logo pode ser interpretada como um túnel, ou seja, um convite para mergulhar num tema… mas também pode ser interpretada como o movimento contrário, de expansão, de alcançar outros públicos, ou seja, popularização da Linguística. Essa identidade atual está mais abstrata, permitindo uma leitura mais aberta. Mas não é só o logo que mudou! Mudou também a forma de se comunicar e interagir com a Revista Roseta.
A nova página da Roseta oferece maior acessibilidade: o contraste de cores, a tipografia e também o fato de que o leitor pode ser ouvinte se quiser. E mais: a voz que lê
o texto pode ser da própria pessoa que o produziu – ou uma voz mecanizada. A multimodalidade da Roseta se constitui na conjunção entre imagem, texto e som. E como a Roseta foi idealizada como plataforma de reflexão ou mesmo material pra ser trabalhado em sala de aula, ela se tornou interativa: quem lê, pode contar como utilizou o texto lido/ouvido e compartilhar quais repercussões ele teve na prática escolar. Assim, cada edição deixa de ser apenas leitura e passa a ser troca.
Equipe editorial
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Editora chefe
Lou-Ann Kleppa
Universidade Federal de Rondônia -
Comissão Editorial
Luciana Lucente
Universidade Federal de Minas GeraisLuisandro Mendes
Universidade Federal do ParanáRaquel Meister Ko. Freitag
Universidade Federal de SergipeRenato Miguel Basso
Universidade Federal de São CarlosMarcelo Sibaldo
Universidade Federal de PernambucoJorcemara Matos Cardoso
Friedrich-Schiller-Universität Jena
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Conselho Editorial
Debora Cabral
Cardiff UniversityIgor de Oliveira Costa
PUC-RioLivia Oushiro
Universidade Estadual de CampinasMarije Soto
Universidade Estadual do Rio de Janeiro -
Comissão de Política Linguística
Coordenadores
Lídia da Silva
Universidade Federal do ParanáJosé Ishac Brandão El Khouri
Universidade Federal do TocantinsMembros
Anderson Almeida da Silva
Universidade Federal do PiauíAndré Nogueira Xavier
Universidade Federal do ParanáCarlos Ludwig
Universidade Federal do TocantinsKátia Lucy Pinheiro
Universidade Federal do CearáMarianne Rossi Stumpf
Universidade Federal de Santa CatarinaRonice Müller de Quadros
Universidade Federal de Santa Catarina
Roseta é uma publicação da Associação Brasileira de Linguística.